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Em turnê pelo Nordeste, companhia carioca se apresenta neste fim de semana no Cariri



ELES NÃO USAM TÊNIS NAIQUE é a produção mais recente da CIA MARGINAL, grupo de teatro carioca com treze anos de pesquisa continuada. Com direção de Isabel Penoni, o espetáculo tem como dispositivo dramatúrgico um conflito geracional entre um pai e uma filha que se reencontram depois de muito tempo. Ele foi traficante nos anos 1980, quando o comércio ilegal de drogas em favelas do Rio de Janeiro ainda mantinha um vínculo moral com a comunidade; ela é uma jovem traficante nos dias atuais. O espetáculo gira em torno de um embate ideológico entre os dois personagens,revelando o impasse que vivem os moradores de favela entre ficar ou sair de um território que ao mesmo tempo os acolhe e os oprime.

Com cinco atores em cena, que se alternam nos dois papéis, ora defendendo a posição da filha, ora a posição do pai, a encenação de Eles não usam tênis naique explora a complexidade do tema do tráfico, encarando-o de diferentes perspectivas, do seu aspecto mais brutal à sua dimensão afetiva. Nesse jogo cênico, em que nenhuma posição é fixa, os atores ainda encontram espaço para debater a questão de sua própria perspectiva, expondo, através de intervenções autobiográficas que perfuram a trama fictícia, a maneira particular como o tráfico atravessa suas vidas.

Com direção musical de Thomas Harres e a presença do músico Rodrigo Maré Souza em cena, o espetáculo conta com uma trilha sonora eletroacústica que explora a musicalidade da periferia e impõe forte pulsação à cena. O cenário é do artista plástico Guga Ferraz, o figurino de Raquel Theo e o desenho de luz de Pedro Struchiner.

ELES NÃO USAM TÊNIS NAIQUE estreou em agosto de 2015, no teatro Glauce Rocha (Rio de Janeiro). Em 2016, participou da Mostra Principal do Festival de Curitiba e, no ano seguinte, foi apresentado em teatros do Porto e de Lisboa, em Portugal. Indicado ao Prêmio Questão de Crítica 2015 nas categorias DIREÇÃO eELENCO, circulou ainda por 34 cidades em todo o Brasil ao longo de 2018 pelo projeto Palco Giratório do SESC. E entre maio e junho de 2019,  através da parceria com o Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, o espetáculo será apresentado em três cidades do Nordeste do Brasil onde permanece inédito: Nova Olinda (CE), Natal (RN) e Recife (PE). O Programa é uma seleção pública que tem como objetivo contemplar projetos de circulação de espetáculos teatrais não inéditos em parceria com o Governo Federal. No último edital foram investidos R$ 15 milhões e selecionados 57 espetáculos, representantes de todas as regiões do país, com apresentações em todos os estados.

SOBRE A CIA MARGINAL

A CIA MARGINAL nasceu em 2005, no complexo de favelas da Maré, de um encontro entre artistas de diferentes origens, formações e experiências, que descobriram no teatro e no fazer coletivo a sua forma mais potente de atuação no mundo. Ao longo de sua trajetória, o grupo manteve um núcleo estável de artistas, consolidou uma equipe de colaboradores eproduziu quatro espetáculos – Qual é a nossa cara? (2007), Ô, Lili (2011) , In_Trânsito (2013) e Eles não usam tênis naique (2015). O trabalho da Cia Marginal é hoje uma das principais referências do teatro contemporâneo do Rio, tendo recebido em 2014 uma moção de louvor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por “representar o engajamento do teatro nos dias atuais”. A CIA MARGINAL é formada pelos atores Geandra Nobre, Jaqueline Andrade, Phellipe Azevedo, Priscilla Monteiro, Rodrigo Maré Souza e Wallace Lino;pela produtora Mariluci Nascimento; e pela diretora Isabel Penoni.

O espetáculo tem 1h15min de duração e a censura é 14 anos.

Sinopse:

Ambientado numa favela carioca, o espetáculo narra o reencontro de um pai e uma filha que não se viam há muitos anos. Ele foi traficante nos anos 80, quando o tráfico ainda mantinha um vínculo moral com a comunidade, ela é uma jovem traficante nos dias atuais. O espetáculo gira em torno de um embate ideológico entre os dois personagens, representados em cena por cinco atores que se alternam sucessivamente nos dois papeis, num jogo cênico em que nenhuma das posições é fixa e onde a ficção está sempre sob o risco da realidade.

Ficha técnica do espetáculo:

Direção - Isabel Penoni

Texto - Marcia Zanelatto

Intervenção dramatúrgica - Cia Marginal

Elenco - Geandra Nobre, Jaqueline Andrade, PhellipeAzevedo, Rodrigo Maré Souza, Wallace Lino

Direção Musical - Thomas Harres

Trilha sonora original - Rodrigo Souza e Thomas Harres

Cenário - Guga Ferraz

Figurino - Raquel Theo

Luz - Pedro Struchiner

Técnica de Luz – Tainã Miranda

Programação visual: Daniel Kucera

Foto: Ratão Diniz

Produção: Mariluci Nascimento

Realização: Cia Marginal

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