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70% dos casos de nova cepa do coronavírus no Ceará são de variantes não detectadas na 1ª onda

 70% dos casos de nova cepa do coronavírus no Ceará são de variantes não detectadas na 1ª onda

Dos 290 casos monitorados da variante do novo coronavírus no Ceará, 70% têm origem em cepas diferentes do que foi registrado na primeira onda da doença, de acordo com dados preliminares da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O secretário da Saúde do estado, Dr. Cabeto Martins, afirmou na tarde desta quinta-feira (4) que essas variantes podem ser de Manaus, África do Sul ou da Inglaterra e que são bem mais contagiosas.

“Essa nova cepa se mostra mais contagiosa e mais agressiva, portanto é preciso ter muito cuidado e fazer o isolamento de forma adequada”, disse.

Diante do agravamento, houve uma mudança no perfil de pacientes que procuram atendimento das emergências da rede de saúde do estado. Cabeto chamou a atenção para o fato de que essa demanda está sendo registrada por pessoas mais jovens.

“Cerca de 50% dos leitos hoje são ocupadas por pessoas com menos de 60 anos, e pior, a nossa mortalidade encontra-se mais precoce. Metade das pessoas que falece por Covid-19 tem menos de 70 anos”, afirmou.

Momento grave

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quinta-feira (4), que “vivemos hoje um dos momentos mais graves da pandemia da Covid”. Ele fez um pronunciamento em canais oficiais após a publicação do decreto de isolamento social rígido em Fortaleza, que vigora entre os dias 5 e 18 de março.

As novas medidas ocorrem em razão do aumento de casos e óbitos por Covid-19 no Ceará, bem como a possibilidade de colapso do sistema de saúde, cuja ocupação de leitos de UTI e enfermaria na capital está em torno de 90%. Com o decreto, só podem funcionar serviços considerados essenciais. Academias, celebrações religiosas e restaurantes estão proibidos de funcionar

De acordo com o governador, “essa segunda onda veio com mais força ainda e atinge todo o País e todo o nosso estado ao mesmo tempo, sufocando a rede de saúde”. Foram abertos, segundo ele, mais de 3.200 leitos exclusivos para tratamento de pacientes com a doença só na rede pública.

“Continuamos abrindo leitos, mas, tanto no sistema público, quanto no privado, o número de pacientes cresce numa velocidade ainda maior do que a velocidade de atendimento. Nossas equipes de saúde, verdadeiros heróis estão no limite e se esforçam para atender a todos da forma mais digna. Não tem sido fácil”, disse Camilo.

Para o chefe do executivo estadual, embora a vacinação tenha se iniciado, o processo é “lento” porque o governo do estado depende das doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Apesar disso, ele ressaltou que busca vacina no mercado diariamente junto a grandes laboratórios da Rússia, China, Índica e Estados Unidos.

Conforme o governador, “é necessário diminuir a circulação de pessoas urgente para evitar que mais cearenses sejam contaminados e corram o risco de precisar de um leito e não conseguir”. Camilo ainda disse que sabe do drama de quem tem seu negócio afetado pelas medidas, mas “esta é, neste momento, a única medida apontada por especialistas para frear esse avanço”.

A ideia, segundo ele, é que o isolamento social rígido ocorra durante o mínimo de dias possível.

Fonte: G1 CE

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