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Ceará irá investir em educação remota e telemedicina no pós-pandemia

 Ceará irá investir em educação remota e telemedicina no pós-pandemia

O Governo do Ceará quer intensificar as ações de retomada econômica. Com foco na aceleração do processo de transformação digital, Estado planeja investir em serviços remotos, como formação educacional e serviços de telemedicina no pós-pandemia.

Informação foi divulgada pelo o secretário-executivo do Planejamento e Orçamento do Ceará, Flávio Ataliba, ao ser questionado pelo O POVO durante evento online nesta sexta-feira, 30 de julho.

“A educação a distância e também o atendimento à saúde de forma remota certamente serão questões que irão ocupar grandes espaços daqui para frente. A questão digital, a plataforma digital irá se tornar muito mais presente para todos”, pondera o secretário.

Tal perspectiva deve ser implementada dentro de uma série de pacotes de investimento no médio e longo prazos, diante do retorno gradual das atividades econômicas no Estado. Ataliba argumenta que as discussões sobre os temas foram forçadas pelo contexto pandêmico, mas que devem ser incorporadas nas perspectivas de futuro.

“Com a pandemia, tivemos plena noção da importância e do esforço que é para conectar todas as pessoas, conectar municípios e todos que integram nossa matriz econômica”, pontua ao defender a importância de investimentos públicos no processo de retomada da economia.

Aplicações na pandemia

No consolidado até a última terça-feira, 27 de julho, o Estado aplicou um montante de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em ações relacionadas ao enfrentamento da Covid-19 desde 2020, entre medidas sanitárias e de apoio social para empresas, empreendedores e cidadãos com renda afetada pelo cenário de restrições.

Com relação ao planejamento necessário para aplicar tais recursos, o secretário frisa que o principal desafio foi encontrar formas sustentáveis de garantir a verba para ações de combate ao vírus causador da Covid-19, sem paralisar os investimentos já em cursos no Estado. Ele elogiou a segurança fiscal sob gestão da Secretaria da Fazenda e disse ainda que sem isso, não teria sido possível a organização de verbas para a pandemia.

“Investimento público é essencial para contrabalancear a tendência natural de redução da produtividades nesses eventos adversos; é fundamental para reduzir expectativas (de prejuízo) e colocar a economia em sua marcha de crescimento”, defende Ataliba.

O secretário detalha ainda que o Estado teve a matriz econômica fortemente impactada pela pandemia por se sustentar em bases pouco diversificadas e influenciadas pelo consumo direto, como o varejo comercial, setor de serviços e de atividades relacionadas à atividade turística, desde hospedagem até eventos, setores gravemente prejudicados pela necessidade do isolamento social.

Com relação ao planejamento para o futuro, de acordo com informações já divulgadas tanto pelo governador do Estado, Camilo Santana (PT), quando pelo secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, o foco do Ceará é a reformulação da matriz econômica cearense.

Objetivo a ser alcançado com o fim da pandemia, é a construção de ecossistemas de inovação, interconectados, que possam atender entre si, a maioria de suas demandas de funcionamento e garantir uma viabilidade sustentável, explorando a base econômica já existente em cada região do estado.

“O sistema de atividades econômicas consolidado no Estado precisa ser preservado, mas, adicionalmente a isso, nosso foco é o desenvolvimento e atração de grandes investidores para áreas mais modernas nas quais o Ceará tem despontado com grande potencial”, afirma Ataliba ao mencionar as iniciativas da construção de hubs de energia renováveis, comércio exterior, logística e operação de dados no Estado.

Em tom bem-humorado, frisando as altas expectativas para desenvolvimento econômico do Ceará nos próximos anos, ele complementa: “Se antes falamos de milhões, hoje estamos falando de bilhões de dólares de investimento”.

Ataliba garante ainda que um fator decisivo para o processo de retomada econômica no Estado é o alinhamento assertivo das ações governamentais com a população. “A pandemia gera alterações importantes no padrão de comportamento econômico da população, e a gestão pública precisa se adaptar fortemente para se conectar com esse novo perfil e viabilizar investimentos para uma retomada acelerada”.

Reabertura e retomada econômica

Diante das críticas sobre o processo de reabertura, o secretário reforçou mais de uma vez, que as decisões foram tomadas com base em princípios técnicos e científicos. “Não houve qualquer viés ou interferência política, nosso foco é e sempre foi salvar o maior número de vidas que conseguíssemos, com o menor impacto econômico possível”.

Com preocupação ele acrescentou que caso os casos da doença voltem a subir no Estado, o governo será obrigado a tomar decisões “antipáticas”. Ele encerrou o evento fazendo um apelo para o respeito às medidas sanitárias e orientações de prevenção a Covid-19: “Se todos seguirem os protocolos, é possível voltar a trabalhar para garantir o sustento dos seus e de sua profissão”.

O evento online foi transmito pelo canal do Youtube da Seplag, com moderação do coordenador do projeto Cientista-Chefe em Economia, Maurício Benegas, sendo promovido pelo Observatório do Federalismo Brasileiro (OFB) e contou ainda com a presença da secretária-executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde do Ceará, Magda Almeida, que apresentou o cenário de queda de novos casos e mortes relacionadas a pandemia no Ceará.

Fonte: O Povo

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