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Ceará recebe lote com 114 mil doses de Pfizer contra a Covid-19

 Ceará recebe lote com 114 mil doses de Pfizer contra a Covid-19

O Ceará recebeu, nesta quarta-feira (4), um lote com 114.600 novas doses da vacina Pfizer/BionTech contra a Covid-19. É o segundo carregamento recebido no mesmo dia, pois pela manhã chegaram 61.600 doses de CoronaVac.

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O governador Camilo Santana explicou que as vacinas da Pfizer serão utilizadas para aplicação de primeira dose (D1), enquanto a CoronaVac será aplicada também como segunda dose (D2).

“Lembro que todos devem estar atentos ao cadastro na Sesa e às listas de vacinação em seus municípios”, reforçou o governador.

Ceará recebe menos doses no Brasil

O Ceará é um dos estados do Brasil que menos recebe vacinas contra a Covid-19 do Ministério da Saúde. A análise consta em um ofício da Secretaria da Saúde do estado (Sesa) e considera os envios de doses para todos os estados do País em relação à população de cada um deles. O documento afirma que “foi detectado que não está havendo proporcionalidade em relação à população quando comparadas as Unidades Federadas”.

O ofício foi assinado pela secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde, Magda Almeida, e enviado ao chefe da Casa Civil do estado, Chagas Vieira. Foi com base neste documento que Ministério Público do Ceará, Ministério Público Federal, e Ministério Público do Trabalho entraram com uma Ação Civil Pública (ACP), nesta quarta-feira (4), requerendo o envio imediato de doses que deveriam ter sido encaminhadas ao estado.

A ação das autoridades ministeriais pede que seja enviado um total de 1.440.932 de doses adicionais de vacinas contra a Covid-19 para corrigir o déficit decorrente das doses enviadas a menos nos grupos prioritários de idosos e profissionais de saúde.

De acordo com o documento assinado pela Sesa, que considera o envio de imunizantes a todos os estados do País, o Ceará recebeu o equivalente a 71,22% da sua população; o menor índice do Nordeste e o 23º do Brasil como um todo. Quando observados os números de São Paulo e Rio Grande do Sul, por exemplo, o envio de doses corresponde a 98,12% e 93,33% da população desses estados.

“Foi detectado que não está havendo proporcionalidade em relação à população quando comparadas as Unidades Federadas. Nota-se que alguns estados receberam doses relativas à 98,12% da população geral, como é o caso de São Paulo”, escreveu a secretária.

O índice considera a divisão entre a quantidade de doses distribuídas e a população do estado em questão.

Veja os números:

São Paulo (98,12%)
Rio Grande do Sul (93,33%)
Rio de Janeiro (92,04%)
Mato Grosso do Sul (85,09%)
Paraná (83,98%)
Amazonas (83,46%)
Espírito Santo (83,36%)
Santa Catarina (83,13%)
Minas Gerais (82,17%)
Acre (81,25%)
Paraíba (75,09%)
Maranhão (75,04%)
Rio Grande do Norte (74,83%)
Mato Grosso (74,29%)
Roraima (73,92%)
Goiás (73,63%)
Distrito Federal (72,79%)
Bahia (72,57%)
Sergipe (72,53%)
Pernambuco (72,40%)
Alagoas (72,40%)
Piauí (71,63%)
Ceará (71,22%)
Tocantins (68,85%)
Rondônia (65,77%)
Pará (65,19%)
Amapá (63,27%)

Os dados mostram que os estados do Sul e do Sudeste do País recebem a maior quantidade de doses de forma proporcional. O Ceará só ganha mais doses do que Tocantins, Rondônia, Pará e Amapá.

Na peça apresentada à Justiça, o MP argumenta que “o pedido do Ministério Público não é para que o Estado seja contemplado com mais doses que outros Estados, mas apenas para que receba as doses segundo os dados que refletem o número de pessoas efetivamente existentes nos grupos prioritários e na população em geral.

Fonte: G1 CE

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