Header Ads

Estudo aponta que 8 municípios do Ceará possuem rebanhos ovinos infectados por brucelose

 Estudo aponta que 8 municípios do Ceará possuem rebanhos ovinos infectados por brucelose

A brucelose é uma doença venérea crônica dos carneiros, tendo como principal característica o aumento do volume e consistência do epidídimo, além da atrofia dos testículos. Conforme um estudo feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), oito municípios do Ceará apresentam animais infectados com a doença em seus criatórios.

Sendo também chamada de epididimite ovina, a brucelose é uma patologia que pode acometer caprinos, suínos e bovinos, podendo ser transmitida também para o ser humano. Em entrevista à Rádio CBN Cariri nesta quarta-feira, 11, o gerente da agência de defesa agropecuária, Jarier Moreno, explica, no entanto, que a transmissão de ovinos não abrange o homem, sendo altamente transmissível somente entre os próprios animais.

“É uma situação preocupante quando se fala de bovinos e bubalinos. Em relação aos ovinos, a doença não pode ser transmitida ao ser humano. Ela acomete os machos, causando aumento dos órgãos reprodutores, levando à infertilidade. Em casos de fêmeas, pode causar abortos. Os ovinos, uma vez que contraem a doença que não tem cura, precisam ser separados dos animais saudáveis e descartados”, explica o gerente.

De acordo com estudo feito pela Embrapa, a dispersão da doença em ovinos por microrregião no Ceará está presente nos municípios de Canindé, com maior prevalência, Litoral de Camocim, Acaraú, Pacajus, Santa Quitéria, Sertão de Crateús, Sertão de Inhamuns e Sobral. A brucelose pode ser transmitida, entre animais, por meio do sêmen, leite e colostro contaminados e materiais oriundos de abortos.

“Em situações onde os proprietários identificarem a doença no rebanho, por meio de exame laboratorial, é necessário o isolamento e o descarte dos animais contaminados. A brucelose em ovinos é de alta contaminação entre ovinos e de fácil transmissibilidade. Uma vez que se têm animais positivos na propriedade, a doença pode contaminar todo o rebanho”, explica Jarier Moreno.

O gerente de defesa agropecuária explica ainda que os donos de rebanhos precisam manter a higienização do local de forma adequada, além de buscar identificar os animais contaminados por meio de órgãos de assistência técnica. Dentro da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), existe um programa de controle que visa minimizar essa problemática por meio, principalmente, da vacinação das bezerras contra a doença, em casos de bovinos e bubalinos.

Jarier ressalta também a importância de separar os animais contaminados daqueles que estão saudáveis, sendo necessário fazer o descarte para evitar danos maiores ao criatório. “O descarte é importante porque precisa ser feito de forma correta, evitando possíveis contatos com outros animais que estejam saudáveis. Não é porque o animal está doente que ele pode ser descartado de qualquer forma. A questão ambiental, hoje, é muito importante do ponto de vista da saúde pública, onde deve ser feito de forma correta para evitar novos problemas”, ressalta.

Segundo o portal da Embrapa, é necessário utilizar um sistema de compostagem como local de descarte de restos de abortos e de animais mortos. Se não existir uma área de compostagem, é preciso separar uma área cercada, longe da instalação, dos animais e de fontes de água e alimentos, para utilizar como cemitério.

Brucelose em humanos

Ainda de acordo com Jarier Moreno, a doença apresenta transmissão ao humano quando referente à brucelose bovina e bubalina. Ela pode ser contraída por via alimentar ou pelo contato direto ou indireto com animais infectados. Além disso, a patologia pode ser transmitida por via respiratória por meio da inalação de bactérias em ambientes contaminados. O melhor meio de garantir segurança aos criadores é buscar vacinar os animais contra a doença.

“Não existe uma vacina específica da doença para ovinos, mas existe para os bovinos e bubalinos. É importante que a Embrapa faça parceria com os proprietários rurais para poder separar os animais contaminados e fazer reposições adequadas”, completa Jarier.

Fonte: O Povo

Nenhum comentário