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Fiocruz Ceará já tem capacidade de detectar variante Ômicron, diz Sesa




 Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o Estado ainda não detectou caso suspeito da variante Ômicron (B.1.1.529) do Sars-Cov-2 mas já tem capacidade para fazer o teste para detectar a variante. Os dois primeiros casos no Brasil foram confirmados oficialmente nesta terça-feira, 30, em São Paulo.

De acordo com Ricristhi Gonçalves, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, “o Estado tem total condição de detectar a variante nas amostras que são colhidas no Ceará”. “É importante dizer que para que a gente consiga detectar essa nova variante, assim como outras que possam surgir, é preciso que as pessoas realizem a testagem pelo método RT-PCR, que é o do cotonete”, disse.

Em vídeo enviado pela assessoria da pasta, a secretária reforça que é importante realizar o exame em caso de “qualquer sintoma gripal, qualquer que seja ele, tosse, dor de garganta, corisa”, cita. “Suspeitou de alguma gripe, vá imediatamente a uma unidade de saúde que nós temos testes disponíveis. É importante fazer essa testagem para que nós possamos identificar possivelmente a entrada de novas variantes no Estado do Ceará”, completou.

Os casos confirmado no Brasil são de um homem de 41 anos e uma mulher de 37, que chegaram de viagem da África do Sul. provenientes da África do Sul. Os resultados positivos foram apontados em exames de PCR feitos no laboratório do Einstein no aeroporto de Guarulhos.

“Já colocamos à disposição a Fiocruz para realizar, como a gente tem feito o sequenciamento das gamas e das deltas, também (casos) da Ômicron. Não temos nenhum problema de fazer essa detecção porque é um método global. A gente já realizou milhares para o Estado em nome da rede de vigilância da Friocruz”, disse Fábio Miyajim, integrante da Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Ceará).

Segundo o pesquisador, a instituição também está trabalhando em outras estratégias para auxiliar na triagem através de testes indiretos, chamados testes de diferença molecular, que possam ajudar a identificar mais rapidamente. “Ele não é confirmatório, é um indicativo mas serve para triar. O confirmatório é o do sequenciamento”, completa.

Outras variantes

No último balanço divulgado pela Sesa, o número de confirmações da variante Delta no Ceará chegou a 298. Do total, foram infectados 154 homens e 144 mulheres, com maioria entre 20 e 49 anos. Cinco pacientes foram a óbito em decorrência da infecção pela variante. Todos homens com idades próximas a 60 anos.

Não houve atualização de novos casos das variantes Alfa e Mu no Estado. O Ceará teve primeiro diagnóstico de paciente com a variante de preocupação Alfa, oriunda do Reino Unido, em agosto. Foi um homem de 64 anos, residente e procedente do município de Governador Valadares (MG). À época, ele estava vacinado com duas doses.

A variante de interesse Mu, que surgiu na Colômbia, foi detectada em duas mulheres com idades de 45 e 47 anos, residentes da capital cearense e com histórico de viagem ao país vizinho no mês de julho. Ambas haviam tomado uma dose da vacina.

Fonte: O Povo

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